Árvores e arbustos

Medronheiro

Taxonomia:

Família: Ericaceas Género: Arbutus Espécie: Arbutus unedo

Arbutus unedo

Arbutus unedo

O medronheiro é uma pequena árvore frutífera e ornamental da família Ericaceae. É uma planta nativa da região mediterrânica e Europa Ocidental podendo ser encontrada tão a norte como no oeste da França e Irlanda. O seu fruto é denominado medronho. Folhosa de folha persistente.

Origem: Toda a região mediterrânica e Europa Central. Utilizações: O fruto é comestível e com ele pode preparar-se uma aguardente. As folhas e a casca são muito ricas em taninos e são usadas como diuréticas, anti-sépticas e também para curtir peles. Normalmente tem porte arbustivo mas, com a idade e em condições ecológicas favoráveis, pode ser uma pequena árvore. O consumo dos medronhos em grande quantidade pode provocar embriaguez e dor de cabeça.

Freixo

Taxonomia:

Família: Oleaceas Género: Fraxinus Espécie: Fraxinus angustifolia

Fraxinus angustifolia

Fraxinus angustifolia

De nome científico Fraxinus angustifolia, o Freixo pertence à família Oleaceae. É uma árvore caducifólia que pode atingir 35 m de altura. A floração ocorre entre Fevereiro e Abril. São árvores muito resistentes ao frio, aceitam altitudes elevadas, até 1500 m. São indiferentes ao Ph do solo, desde que se situem em ambientes húmidos. O seu habitat situa-se, predominantemente, no centro e no sul da Europa, noroeste da África, e sudoeste da Ásia. Vivem cerca de 200 anos. Os Freixos são árvores folhosas, de folha caduca.

Origem: Toda a região mediterrânica. Utilizações: Tem uma madeira clara, resistente e muito boa para mobiliário, também utilizada em cabos de ferramenta e construção de instrumentos musicais. As suas folhas podem servir de forragem para gado. O freixo possui grande interesse ornamental. É resistente à poluição urbana. As folhas e casca têm propriedades medicinais, como calmante da febre e anti-reumático.

Zimbro

Taxonomia:

Família: Cupressaceae Género: Juniperus Espécie: Juniperus communis

Juniperus communis

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Planta da família Cupressaceae, apresenta-se como um arbusto ou pequena árvore de até 5 metros. Esta planta apresenta floração durante o mês de Fevereiro. Trata-se de uma subespécie endémica da ilha da Madeira, Açores e das ilhas Canárias, bastante rara e que ocorre nas comunidades de Marmulano. O Zimbreiro também surge na ilha de Porto Santo. Ao longo dos tempos foi empregue na alimentação principalmente na aromatização de aguardentes. Árvore conífera de folha persistente.

Origem: Toda a região mediterrânica na faixa costeira. Utilizações: O fruto é comestível e com ele, pode preparar-se aguardente, embora seja mais comum utilizar-se o J. communis para o efeito. Da destilação de frutos e folhas obtêm-se óleo essencial, usado em terapia e cosmética, sendo um dos melhores desinfectantes e curativas das vias urinárias. Os frutos têm muita vitamina C, devendo no entanto ser muito cuidadosa a sua ingestão. A madeira é apreciada para a produção de móveis, já que se apresenta particularmente duradoura e aromática.

Framboesa

Taxonomia:

Família: Rosaceae Espécie: Rubus idaeus Género: Rubus

Rubus idaeus

Rubus idaeus

A framboesa (Rubus idaeus) é frequentemente confundida com a amora (Morus sp). O seu sabor suave e adocicado é utilizado para diversas finalidades. Diferente da amora, a framboesa possui um fruto oco e, além disso, o seu cultivo é mais delicado. É necessário que a planta seja submetida a pelo menos 700 horas por ano a temperatura inferior a 7 °C.

Os Framboeseiros são arbustos folhosos, de folha caduca.

Origem: Ásia. Propriedades: É uma fruta muito rica em antioxidantes, sais minerais, ferro, fósforo e cálcio. Possui uma boa quantidade de vitaminas A, C, B1 (tiamina) e B5 (niacina). Eficaz na prevenção do envelhecimento celular e escorbuto. Tem propriedades laxativas, na limpeza dos rins, e tratamento do fígado e vesícula biliar.

Sanguinho das sebes

Taxonomia:

Família: Rhamnaceae Género: Rhamnus Espécie: Rhamnus alaternus

Rhamnus alaternus

Rhamnus alaternus

Da família das Rhamnaceae, possui folhas persistentes, com margens dentadas, verde escuras. Após a floração dá origem a umas bagas vermelhas que se tornam negras ao longo do processo de maturação.

É uma planta característica da floresta de Macaronésia, a qual sobrevive apenas nos arquipélagos dos Açores, Madeira, Cabo Verde e Canárias. Os Sanguinhos são arbustos folhosos, de folha persistente.

Origem: Toda a região mediterrânica. Utilizações: Decorativas.

Carvalho Cerquinho

Taxonomia:

Família: Fagaceae Espécie: Quercus faginea Género: Quercus

Quercus faginea

Quercus faginea

O carvalho-português tem folhas caducas (essencialmente com espinhos). Assim como os demais carvalhos, produz a bolota ou landra como fruto que é usada como alimento para animais. Nos primeiros dias as bolotas aparecem como grandes botões fechados mas ao longo do tempo tomam uma cor verde clara, vão secando, depois caem para o solo para germinarem novos carvalhos. Os Carvalhos são árvores folhosas, de folha caduca.

Origem: Península Ibérica e norte África. Características: Madeira do Carvalho Português é muito boa para a construção, sob a forma de vigas. Serve igualmente como combustível. As folhas e frutos podem ser usados como alimento para o gado. É muito apreciado como árvore ornamental.

Sobreiro

Taxonomia:

Família: Fagaceas Género: Quercus Espécie: Quercus suber

Quercus suber

Quercus suber

O sobreiro, sobro ou chaparro é uma árvore da família do carvalho, cultivada no sul da Europa e a partir da qual se extrai a cortiça. É uma árvore de copa ampla algo irregular até 10 a 15m. É devido à cortiça que o sobreiro tem sido cultivado desde tempos remotos. A extracção da cortiça não é (em termos gerais) prejudicial à árvore, uma vez que esta volta a produzir nova camada de “casca” (súber) com idêntica espessura a cada 9 – 10 anos, período após o qual é submetida a novo descortiçamento.

O sobreiro também fazia parte da vegetação natural da Península Ibérica, sendo espontâneo em muitos locais de Portugal e Espanha onde constituía, antes da acção do Homem, frondosas florestas em associação com outras espécies, nomeadamente do género Quercus. Os Sobreiros são árvores folhosas, de folha persistente. A floração acontece entre Abril e Junho podendo prolongar-se pelo Outono. A maturação dos frutos ocorre entre Setembro e Janeiro.

Origem: Península Ibérica e norte África. Variedades representadas: Texas; Ferragonês; Crucupto; Amendoeira. Características: Muito importante pelo valor comercial da cortiça. É um precioso aliado na luta contra os incêndios. A cortiça para além de proteger a árvore do fogo também serve de abrigo a inúmeros animais, (sobretudo insectos e plantas) musgos, líquenes e até algas microscópicas. Os frutos são muito apreciados por muitas espécies de animais selvagens e domésticos.

Azinheira

Taxonomia:

Família: Fagaceas Espécie: Quercus ilex Género: Quercus

Quercus ilex

Quercus ilex

A Azinheira, Azinho, Sardão ou Sardoeira, pode atingir 20m de altura, tem copa ampla e tronco curto acinzentado. Os seus ramos são oblíquos com densa ramificação. Esta espécie é originária do Sul da Europa e espontânea em quase toda a Bacia do Mediterrâneo. A floração dá-se entre Abril e Maio e a maturação dos frutos entre Outubro e Novembro.

Origem: Sul da Europa. Variedades representadas: Texas; Ferragonês; Crucupto; Amendoeira. Características: A sua madeira depois de seca deforma-se o que dificulta o seu trabalho. É utilizada no fabrico de pequenas peças como parquets. Devido ao seu elevado valor calorífico, é aproveitada como lenha e carvão.

Pinheiro Manso

Taxonomia:

Família: Pinaceas Espécie: Pinus pinea Género: Pinus

Pinus pinea

Pinus pinea

O pinheiro-manso é uma árvore robusta, de copa semi-esférica em forma de guarda-sol. O tronco é curto e largo. Esta espécie de pinheiro é originária do Velho Mundo, mais precisamente dos solos arenosos e leves da Europa Mediterrânica. Desde a Pré-História esta árvore é aproveitada como fonte de alimento devido aos pinhões que produz, sendo uma espécie bastante disseminada. O pinheiro-manso pode exceder os 78 metros de altura, embora normalmente seja de menor dimensão (12 a 20 m). Os Pinheiros Mansos são árvores coníferas, de folha persistente.

Origem: Toda a região mediterrânica. Características: As sementes (pinhões), oleosas e ricas em nutrientes, são muito apreciadas para alimentação. A madeira emprega-se em vigamentos, carpintaria e construção naval.Muito importante para protecção dos solos arenosos e na fixação das dunas, É uma árvore ornamental de grande valor. Em alamedas e jardins proporciona uma sombra densa e muito agradável. Resistente à poluição urbana.

Pinheiro Bravo

Taxonomia:

Família: Pinaceas Espécie: Pinus pinaster Género: Pinus

Pinus pinaster

Pinus pinaster

O Pinheiro-bravo (pinheiro-marítimo) é uma árvore de grande porte podendo atingir os 30 – 40 m de altura. O tronco tem uma casca espessa de cor castanha avermelhada, profundamente fissurada. As folhas são agulhas emparelhadas com 10-25 cm. É uma espécie monóica (isto é, o mesmo indivíduo tem flores masculinas e femininas) nativa da região mediterrânica que cresce nos solos leves e nos arenosos marítimos.

O seu cultivo estende-se actualmente até à Grécia e atinge as costas atlânticas de França e de Portugal onde constitui a principal espécie florestal. As flores masculinas localizam-se na base dos rebentos anuais. Os amentilhos femininos, rosados, localizam-se no topo dos rebentos anuais. As pinhas são cónicas ovóides, simétricas ou quase, castanhas claras e polidas, com 8-23 x 5-8 cm.

Origem: Região mediterrânica. Características: A área de distribuição do Pinheiro-bravo começou a aumentar por intervenção humana a partir dos séculos XII e XIII, principalmente devido à sua utilização na contenção das dunas litorais. A partir do final do século XIX e, principalmente, a partir da década de 40 do século XX, a área de pinheiro-bravo aumentou através da expansão para regiões serranas do interior do país. As utilizações principais do Pinheiro-bravo são as madeiras (pranchas, aglomerados e outras utilizações) e a produção de resina.

Pinheiro-de-Alepo

Taxonomia:

Família: Pinaceas Género: Pinus Espécie: Pinus halepensis

Pinus halepensis

Pinus halepensis

É uma árvore robusta que raramente excede os 20m. É uma espécie comum nos países circum-mediterrânicos particularmente resistente à secura sendo frequentemente plantada em locais calcários e semi-áridos para evitar a erosão dos solos e também como quebra-vento.

Origem: Região mediterrânica. Características: A sua madeira é utilizada em construções, caixotaria e lenha. Como possui uma sombra ligeira é também utilizada como ornamental. Tem um bom crescimento em terrenos pobres e montanhosos. Não tolera frios intensos nem solos húmidos. É resistente à poluição urbana.

Groselha

Taxonomia:

Família: Rosaceae Género: Rubus Espécie: Ribes rubrum

Ribes rubrum

Ribes rubrum

Espécie nativa da Europa, da África setentrional e do Sudoeste asiático. É uma das muitas espécies semelhantes no subgênero Grossularia. Embora comumente classificada como um subgênero das Ribes. O subgênero Grossularia difere da groselheira-negra, principalmente nos caules espinhosos e nas flores que crescem juntas em até três unidades por ramo, e não em racemos.

A groselha é o fruto da groselheira. A groselha é usada para a fabricação de xaropes, algo apreciado entre portugueses, e como bebida, quando misturada a água (natural ou gasosa), ou, ainda, leite. Também faz parte da culinária de alguns países europeus principalmente os do norte da Europa. As Groselheiras são arbustos folhosos, de folha caduca.

Origem: Ásia. Características: A framboesa é muito eficaz no controle do envelhecimento celular e cancro do cólon, por conter grande quantidade de antioxidantes. Além disso, a framboesa tem propriedades laxativas, na limpeza dos rins e prevenção do escorbuto, sendo usada no tratamento de problemas fígado e vesícula biliar.